EMA 1999 - RESUMO DA CORRIDA

A Domingo, dia 17 de outubro, as equipes compareceram ao município de Iporanga, iniciando sua participação na EMA 1999 com uma atividade de caráter sócio-ambiental: plantaram por volta de 250 mudas de palmito numa área da região. Em seguida foi revelado pela organização o projeto ambiental vencedor: a equipe Endurance, número 11, propôs a criação de uma floresta virtual na Internet, onde as pessoas pagarão para plantar uma árvore virtual e a renda servirá para desenvolver outros projetos sócio-ambientais.
A corrida começou às 8:00 horas do dia 18 de outubro, numa manhã chuvosa e fria, com os competidores descendo de bóia cross o Rio Betari no município de Iporanga. Foram 6,5 km de corredeiras de até nível 3, devido às chuvas dos dias anteriores à prova. Bóias estouraram eos atletas tiveram de nadar... mal conseguiam se equilibrar sobre as bóias. A equipe Neblina (31), da Paraíba, já enfrentava problemas: tremiam de frio. Etapa cumprida, os atletas partiram do PC1 de mountain bike para pedalarem 17,5 km. A próxima etapa, do PC2 ao PC6, foi de trekking, dentro do PETAR - Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira, completando, aproximadamente, 40 km de muita navegação e passagem por duas cavernas: a do Couto - PC4, terminando na caverna Morro Preto -PC5. Este trecho inicial foi decisivo para grande parte das equipes. Algumas que não conseguiram chegar ao PC6 dentro do horário previsto, foram transportadas do PC6 para o PC9 para poderem prosseguir. A Equipe Neblina decidiu acionar o transmissor localizador de emergência, às 2:30 h do dia 21 de outubro. O sinal foi confirmado pelo Departamento de Proteção ao Vôo e o resgate foi efetuado, com sucesso, às 6:30 h do dia 21 de outubro pela equipe aérea da organização e pela equipe terrestre do Comando de Operações Especiais da Polícia Militar-COE. Na manhã de quinta-feira, 6 equipes ainda não haviam encontrado o caminho rumo à caverna do Couto. Na passagem pelo PC6, as equipes se distanciaram muito uma das outras, as primeiras passaram em torno de 20 horas do início da prova e outras próximas às 65 horas. Ao término da passagem pelas cavernas, as equipes puderam optar qual modalidade esportiva iriam fazer: trekking ou mountain biking, para irem do PC6 ao PC9. As equipes que optaram por mountain bike, fizeram o mesmo percurso que o trekking e tiveram muita dificuldade pois as trilhas eram impedaláveis e precisavam controlar muito a navegação. As equipes que optaram por mountain bike e que fizeram outro caminho 2 vezes mais longo que o principal, só utilizaram 1/3 do tempo, levando de 6 a 7 horas, enquanto as outras equipes levaram até 18 horas para finalizar este trecho. O Rappel, do PC7 ao PC8, ficava no meio do trekking. Foram 125 metros de desnível até a boca de uma caverna chamada Laje Branca, uma paisagem de beleza indescritível. As equipes poderiam competir na Prova Expedição, de 400 km, na Aventura, de 350 km ou na Alternativa, de 250km. A participação das equipes em cada uma das provas foi em função de horários de corte que poderiam sofrer, ou seja, foi imposto um período máximo para alcançarem destinos pré-determinados. O primeiro corte ocorreu com 70 horas de prova. Para se manterem na prova Expedição, as equipes deveriam deixar o PC9 antes das 70h de corrida, consideradas as penalidades até então impostas. As primeiras equipes completaram esta etapa em torno de 30 horas do início da prova e as últimas o fizeram próximo das 70 horas.
Ao ultrapassarem o PC9, as equipes seguiam de mountain bike por 65km, em trilhas onde a vegetação é predominante, beirando o Rio Ribeira e Rio Pardo, até chegarem ao PC10 e iniciarem o trekking novamente.
O PC11 foi o local onde todas as equipes, mesmo as já desclassificadas, partiram de canoa para cruzarem a reta final. As equipes que estavam na corrida Expedição ou Aventura, chegaram a este PC, física e mentalmente esgotados, além dos pés em bolhas e fissuras. A conoagem era uma etapa de corredeiras e muitas pedras, muitas equipes viraram e outras furaram suas canoas, obrigando-as a as carregar (as canoas) por 27 km pela estrada, até o PC seguinte.
No PC12 iniciou-se a etapa de mountain biking, 85 km de estrada e terra. No final deste trecho se definiu em qual corrida as equipes que não sofreram o corte no PC9 se encontravam: na Expedição ou na Aventura.
As equipes que chegaram ao PC15 com menos de 90 horas continuaram na prova Expedição e tiveram de atravessar o Rio Ribeira do Iguape a nado. Somente 4 equipes o fizeram.
Após a travessia, mais uma etapa de trekking em uma área de pântano com muita dificuldade de locomoção, local onde a equipe da Nova Zelândia (01) estava disputando o primeiro lugar com as outras 3 equipes brasileiras: Pedal Power/Can Air (02), Quasar (13) e Lontra Radical (14). A Nova Zelândia chegou a passar pelo PC15, mas resolveu retornar. As equipes brasileiras continuaram, terminando esta etapa de trekking, iniciando no PC16 a etapa final de canoagem, remando de Iguape à Cananéia.
Enquanto as primeiras equipes estavam embrenhadas na mata, as equipes que competiram na prova Aventura e Alternativa pegaram as canoas no PC15 e remaram 65 km para ganharem a chegada em Cananéia.

RESUMO DA CORRIDA
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1998